Carioca Travelando checking in

Olá Pessoal,

Não é só de hotéis luxuosos, praias cristalinas e pores do sol deslumbrantes que se faz uma viagem – tem muito aperto também.

A paisagem é linda e a placa é poliglota – pra ninguém passar aperto

É com muito orgulho que inauguramos hoje a sessão “Apertos pelo Mundo”. Todo viajante que se preze já passou por perrengues durante as viagens, certo? Desde de não falar uma palavra do idioma local, até precisar pegar um táxi sem ter um tostão no bolso e o cartão de crédito/débito te deixar na mão. Eu não sou nadinha diferente e tenho um monte de apertos (bons e nem tão bons), pra contar.

Começando hoje com um aperto que passei na minha recente viagem à Incrível Índia. Então, desde que vim morar no Oriente Médio, vou aos banheiros públicos, e vejo o tal do eastern toilet (uma privada típica da cultura oriental). Se resume a um buraco no chão – tipo cócoras. Isso mesmo, não tem lugar pra sentar. O “negócio” tem que ser vapt-vupt (se eles lêem jornal lá e como eu não faço a menor idéia – e nem quero saber…).

Brincadeiras à parte, eu sempre corri desse banheiro – procurava o nosso bom e velho vaso sanitário (aqui conhecido como banheiro ocidental), e era lá que eu fazia o meu “business”. Pois bem, durante o período que rodamos Kerala de Sul a Norte, a bordo de um ônibus, muitas vezes precisávamos parar na estrada e usar o banheiro que estivesse disponível (digo lanchonetes, bares e postos de gasolina). E aí meu estimado viajante, eu não tinha outra opção: ou era o matinho atrás do posto de gasolina (lembrando que a Índia é um país de mais de 1 bilhão de habitantes, logo é praticamente impossível se esconder de alguém por lá), ou era arriscar a mira no buraco mesmo.

Um dos lugares que paramos para um “Pipi stop” na estrada em Kerala… Opa, tem algo familiar para as Arábias ali

Ai papai… pensa numa pessoa desajeitada. Na minha primeira vez, estava com uma calça comprida larga. E lá fui eu me preparar toda: dobrar a calça, me perguntar o que eu estou fazendo aqui nessa situação, me equilibrar para não cair… de novo, me perguntar o que eu estou fazendo aqui, e finalmente preparar, apontar e o resto vocês já sabem. Acho que nunca fiz um xixi tão rápido na minha vida. Sério mesmo. Enfim, terminei, pronto, mas confesso pra vocês, que se tivesse qualquer a outra opção viável, é para lá que eu iria.

Ele – O culpado do meu vapt-vupt!

Não foi nada confortável, mas vamos olhar pelo lado positivo – peraí que eu tô pensando… Ainda bem que eu só precisei fazer o número 1… imagina, gente? Yakiiiiiii! E sabe que muitos orientais preferem esse tipo de banheiro e ainda dizem que é muito melhor que o nosso? OK, vamos concordar em discordar.

Bom, apesar do desconforto, e do “sem jeito ter me mandado lembrança”, valeu, claro (e sempre), a experiência. Pelo menos assim eu tenho o primeiro post da série “Apertos pelo Mundo” para compartilhar com vocês 😉

Outra paradinha estratégica durante a viagem por Kerala